-Justificação da desorganização:
Se a única regra é não haver regras, então eu sem regras faço a minha irregular regra. A minha desorganização vive de fragmentos em forma de um todo, um texto está sempre terminado desde desde que crie ou improvise um pretexto. Por mais que queira planear a minha escrita, é sempre desorganizada pelo improviso. É a parte que faz o todo, deixando o todo sem nada ter feito. Uma escrita só é pura o suficiente se sair ao mundo como o Ser humano assim o sai, espontânea e sem revisão ou acrescento.
-Justificação da temática:
Vivendo a intensidade de cada momento, não os evito, sempre que imagino a origem das minhas razões peço desculpa por ter desejado ser outra coisa. Os erros cometo-os vezes sem conta, não os evito, apenas aprendo a viver com eles, tornam-me mais autónomo, tornam-me mais espontâneo (improviso), e mais certo comigo mesmo, deste modo crio a barreira entre a culpa e a razão, tal como na escrita, minha culpa não existe e minha razão são espontâneos improvisos que me alimentam a mente. É um limbo de sensações que se sentem mas não são visíveis ou palpáveis. Sendo a culpa o ser e a razão o acontecer, limpo assim minha consciência de qualquer ser já existente e pré-definido sobre o qual não tive efeito na sua concepção, e apoio-me na razão que tem base na origem do meu querer, que posso agarrar, manipular e desfazer por completo.
-Justificação da ortografia e seus adjacentes:
Visto o meu ódio pelo banal, embora ele esteja sempre presente, uso assim meu inculto, preguiça e falta de inteligência como um todo que cria a originalidade das formas textuais que crio, não porque alguém não o consiga fazer, mas sim porque não haja quem tenha a coragem e o improviso da razão. Sendo assim uma borboleta preta diante de meus olhos pode desencadear o maior protesto hortofruticulo já imaginad. Só preciso de conseguir calar uma voz para a deixar minimamente presa pelas palavras entaladas na garganta, que formam o bolo alimentar da sua inquietez. E calar é mais fácil que fazer falar.
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larga a droga...
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