domingo, 10 de maio de 2009

Existir

Não se sabe o porquê, nem de la perto se encontra explicação, é tão eterno quanto o mundo. Nu de puro, é algo que se esconde entre nós, fantasma na noite entrelaça-se nos dias, dele ninguém se livra, mensageiro da vida dá-nos à luz, mas ninguém nele confia, demasiado perfeito, esmola demasiado grande que a vida nos retribui, recompensa-nos o castigo de nascer para morrer. Do mais primitivo ele existiu antes de qualquer coisa existir, universalmente responde a tudo, é como a ultima luz do sol a desvanecer no primeiro raio de escuridão da noite, mostra-nos as duas vidas que vivemos, entre o sonho e a realidade, ecoa entre eles mas não existe ouvido suficiente que o saiba saborear. Coisa tão espontânea quanto o existir, acontece e faz acontecer, é a desconversarão de todas as palavras é os desmembramentos de todas as ideias, ideais e qualquer resto de massa cinzenta que nos alimente, quando nos fizeram por algo começamos e podem-nos tirar o toque que nos sentimos melhor, podem-nos tirar a visão que nos vemos melhor, podem-nos tirar a audição que nos melhor ouvimos, podem-nos tirar o sabor que nos melhor saboreamos, mas o instinto...tirem-nos instinto que melhor morreremos. Ele, o instinto.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Di construction

Peace and life. Não penses, vive, não sintas, faz sentir.
Longa noção do não saber or-ga-ni-zar, desfiltramentos de resíduos, bactérias contagiantes da língua portuguesa, podres os dentes. O quão difícil é não sermos o que já fomos.
Or--ni-ca, mecânica convergente de um sentimento ausente, rimando com gente que se completa com água ar dente.
Tecla 2, letra "a", tecla 3, letra "d", quem não sente é como quem não lê (?), cabeça torta, vincada, fronha amarrotada, luz vermelha, preto com aureola branca cintilante.
406/8, correcto, cronometragem de cada letra e sua viagem, aero-porto-aero-porto-aero-porto. Porto não, aero sim. Chinfrim, tão doce como jasmim, choroso como alecrim. Aos molhos os meus olhos descascam-se como de cebolas entrefolhos.
Mentira, bem caídas, estas nunca mais levanto. Lev anto anto anto anto anto...im im im im...chinfrim, parlapim cheira-me a fim, engano, pela cinzenta massa, por quem ela se trata, mal tratado. E a toupeira seu labirinto escava.
Chamar a isto desconversa...essa, muito batido, massa de fruto podre cinzento.
Idoso quer mulher, idoso é velho, idoso velho ser, idoso tem olho sedoso, idoso não ter muito cabelo, idoso ter appetit for malfunction (?) De génio, já muita gen-i-ali-dade aqui (ou ali se preferir), está constrita na escrita mesquita (?)... Também me parece que sim.
Nada ao acaso, o todo pela parte, uma enorme tarte só para saborear uma fatia. In-lóg-ico, batatas, óleo...de girassol também frita, flor de terra, da terra batata nasce, também...engana, texto sacana, sem isco fique eu com o petisco, este cobra e foge ao fisco. Palha, palhenha, palhinha, palhota, palhunhinhazinha.
11 do 186, correcto "abc", lápis bico grosso, sem opções, limpar, laranja atende, limão desliga, "jkl", john kennedy liedson. Política ambientalista, protejam a relva, jogadores pro alcatrão, carros que atropelem calçada, é terapêutica.
Noite toda, dia invagamente, invasão vaga que mente.
Titulo, 1º capitão de artilharia multifacetada/variada, bala calibre "o que couber", alvo... quem acendeu o rastilho que se queime.
Ruídos estranhos na porta, água fervente de banho, 666, músculos contraídos, viver premonitório, vai dar...sono.