domingo, 10 de maio de 2009

Existir

Não se sabe o porquê, nem de la perto se encontra explicação, é tão eterno quanto o mundo. Nu de puro, é algo que se esconde entre nós, fantasma na noite entrelaça-se nos dias, dele ninguém se livra, mensageiro da vida dá-nos à luz, mas ninguém nele confia, demasiado perfeito, esmola demasiado grande que a vida nos retribui, recompensa-nos o castigo de nascer para morrer. Do mais primitivo ele existiu antes de qualquer coisa existir, universalmente responde a tudo, é como a ultima luz do sol a desvanecer no primeiro raio de escuridão da noite, mostra-nos as duas vidas que vivemos, entre o sonho e a realidade, ecoa entre eles mas não existe ouvido suficiente que o saiba saborear. Coisa tão espontânea quanto o existir, acontece e faz acontecer, é a desconversarão de todas as palavras é os desmembramentos de todas as ideias, ideais e qualquer resto de massa cinzenta que nos alimente, quando nos fizeram por algo começamos e podem-nos tirar o toque que nos sentimos melhor, podem-nos tirar a visão que nos vemos melhor, podem-nos tirar a audição que nos melhor ouvimos, podem-nos tirar o sabor que nos melhor saboreamos, mas o instinto...tirem-nos instinto que melhor morreremos. Ele, o instinto.

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