sábado, 11 de abril de 2009

"Nem tudo o que brilha é ouro"

Quando era pequeno, sentava me na praia, via o céu entre os "arranha céus" que me rodeavam, la estava ele, o sol, bem no meio, eixo de simetria do meu mundo, e tudo eram dias de sol. Um dia crexi, não sei bem como nem sei bem quando, mas aí comecei a questionar-me quem era e quem fora em busca do que viria a ser. Pois aí, outro sol nasceu, um sol que era mais que luz, um sol que sempre la estava e nunca morria, vivi devoto dele enquanto pude mas sempre demasiado humano para poder carregar um sol daqueles sem me queimar. Parti pra longe dele, deixei rasto, não quis perder o rumo de casa, assim longos tempos vivi olhando pro horizonte vendo ele de longe, enquanto isso as duvidas permaneciam enquanto por dentro apodrecia, corroido pela culpa que se instalava em mim, enquanto a podridão me subia à cabeça e mais além via tudo aquilo me acontecer, aquilo que eu gozara por aos outros acontecer, aquilo que eu mais desprezara...decidi mudar rumo com maos de mil soluções, cabeça de mil confusões, arrisquei cheio de certezas, nunca o convencimento foi tao ironico, stay gold dizia eu, stay gold morria eu, stay gold alcancei eu. E, entre tudo isto, revivi o meu sol, descobri de que era feita minha felicidade. Pressagios mudos por mim passavam e diziam "crexe e desaparece", tudo à minha volta morria, enquanto eu por dentro me matava, parei no tempo, foi um longo coma, até que vi que do passado mais nada tinha para viver, quanto mais desenterrei mais fantasmas surgiram, quanto mais me enterrei, mais eles me perseguiram.
Hoje, agora, aceito viver, condeno-me às surpresas do futuro. Sou aquilo que sou, fui aquilo que não queria ser, e serei aquilo que o meu sol ditar.

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