O monte nunca deixou de ser verde, também nunca perdi o gosto pelo pasto, o gado sempre caminhou em linha recta, a fiel cadela sempre adiantou o cacarejar, a terra sempre que mais me foi auto suficiente, nunca me queixei, nem nos dias de seca mais extrema, nunca nada me abandonou. Mas hoje...hoje peguei na trouxa, juntei farrapo com farrapo, vesti a mais bela calça esfarrapada e cheguei, hoje cheguei, já cá visitantes me esperavam, esperavam o mito. Incrédulas, fecharam-se contentadas com o "ele lá sabe o que faz", de tapete bem-vindo sacudido encheram os lábios de vermelho paixão, o verniz estalava ao mínimo arrepio, o odor citadino intoxicante enfeitiçava qualquer pulmão...
Quatro e meia da manhã, um toque vibrante acorda, estranho o sacristão não era tão bem pago para a noite ter horas extras, quanto mais de aviso em metade da hora. Era relógio que se iluminava na noite, como que desajeitado, com um dedo pra cada lado, tacteei, "...temos de voltar a repetir..." acompanhado de um uivar que me subira até aos meus confins mais superfulos, ao pé daquele uivar tão gélido até a calçada e o mármore da cidade parece pedra escaldante, antecipou qualquer cacarejar...
domingo, 7 de junho de 2009
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